Os Caminhos da Imersão na Era do Jornalismo Transmidiático: do papel à realidade virtual

Antonio López Hidalgo, María Ángeles Fernández Barrero

Resumo


Em um contexto caracterizado pela profunda crise que sofre a profissão, o jornalismo de imersão abre um panorama de luz neste contexto de sombras. O jornalista busca novos métodos para indagar as fontes informativas e adentrar no coração daquela realidade que pretende contar posteriormente. A imersão do profissional no lugar dos acontecimentos durante um tempo determinado se mostra como a fórmula mais factível. A própria escritura, aquilo que se convencionou chamar de jornalismo narrativo, oferece novidadeiros recursos de expressão, assim como novos formatos e gêneros, enquanto que os meios audiovisuais oferecem ao espectador, com a mediação da tela, uma vivência imaginada. A miniaturização dos dispositivos de gravação e a câmera oculta potencializaram os recursos audiovisuais nesse sentido. De fato, os caminhos do jornalismo de imersão seguem o rastro das inovações tecnológicas. As redes sociais potencializaram experiências de imersão parciais, que favorecem o contato do jornalista com grupos de risco, e completas, em que a infiltração se desenvolve de maneira integral na rede. Ainda assim, a realidade virtual e as técnicas dos videogames oferecem ao cidadão a possiblidade de viver as experiências transmitidas e vividas pelos jornalistas, naquilo que já se conhece como jornalismo imersivo.

Palavras-chave


Jornalismo de imersão; jornalismo de infiltração; redes sociais; jornalismo imersivo; realidade virtual; jornalismo de investigação.

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