OBRAS HIDRÁULICAS E ESPAÇO URBANO NO ESTUÁRIO DO RIO MACAÉ

Autores

  • João Lemos Cordeiro Sayd Centro Universitário Católico de Vitória
  • Ana Lucia Britto

Palavras-chave:

História ambiental urbana, Projeto urbano, Planejamento urbano, Rios urbanos.

Resumo

O artigo investiga o papel dos corpos hídricos e das obras hidráulicas, em especial aterros e canalizações no estuário do Rio Macaé, para a configuração espacial de Macaé, cidade no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

O método adotado consiste em investigar as sucessivas obras de transformação do estuário, suas causas e consequências, bem como analisar criticamente as atuais políticas municipais relativas í  ocupação e ao uso do solo na região.

A análise das diversas soluções técnicas de drenagem adotadas no local ao longo do tempo, marcada por transformações radicais dos corpos hídricos, revela uma continuidade do pensamento funcionalista, baseado na noção da natureza como uma fonte de recursos a ser explorada pelo homem, e sanitarista, segundo o qual as obras hidráulicas são fundamentais para a melhoria da salubridade pública.

Biografia do Autor

João Lemos Cordeiro Sayd, Centro Universitário Católico de Vitória

Arquiteto e Urbanista (FAU-UFRJ), Mestre em Urbanismo (PROURB / FAU-UFRJ). Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Católico de Vitória.

Ana Lucia Britto

Mestre em Planejamento Urbano e Regional ( IPPUR- UFRJ); doutora em Urbanismo ( Institut d"™Urbansime de Paris); professora associada do PROURB, Programa de Pós-Graduação em Urbanismo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Laboratório de Estudos de Águas Urbanas; Pesquisadora 1B do CNPq; Cientista do Nosso Estado FAPERJ; pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles.

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Publicado

2016-12-29

Edição

Seção

História da Cidade e do Urbanismo