Argumentum ad Misericordiam: as intimidades críticas da vitimidade

Sally R. Munt

Resumo


Este artigo, pautado na teoria cultural, discute o uso difundido dos tropos da vítima na cultura anglo-americana contemporânea, na análise dos memes que circularam no Facebook em 2015. Com o crescimento das mídias sociais, as histórias de vítimas têm proliferado e cada uma demanda uma resposta. As narrativas das vítimas são retóricas, e projetadas para provocar piedade e vergonha. Elas são mobilizadas para estimular o debate político e o ativismo, apelando a um humanitarismo multifacetado. A Vitimologia tem suas origens no Direito e na Criminologia, mas este artigo amplia o campo para pensar a política cultural da vitimidade, ao considerar como a figura-vítima pode ser apropriada por/para diferentes propósitos, particularmente pelas políticas raciais e de gênero, incluindo no caso de Rachel Dolezal, a passabilidade racial (racial passing). Ao formular uma resposta ética à experiência vivenciada pelas vítimas, precisamos pensar nos diferentes tipos de intimidades críticas elegidas por tais mídias.

Palavras-chave


vitimidade; vergonha; mídias sociais; política cultural.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Diretório e Indexadores

Directory of Open Access Journals

 

 

 

Início

- DOAJ (Directory of Open Access Journals): https://doaj.org/toc/2317-4919

- Latindex - http://www.latindex.unam.mx/buscador/ficRev.html?opcion=1&folio=24643

- Seer/ Ibict - http://seer.ibict.br/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=3032&Itemid=109

- Livre! -  https://portalnuclear.cnen.gov.br/livre/Inicial.asp

- Sumarios.org - http://sumarios.org/revistas/par%C3%A1graforevista-cient%C3%ADfica-de-comunica%C3%A7%C3%A3o-social-da-fiam-faam